NTAPS realiza ações de conscientização e oferece apoio à saúde mental.
Por João Pedro Coelho

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituiu o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, após Mike Emme, um garoto americano de 17 anos, tirar a própria vida em 1994. O acontecido chocou a comunidade, que iniciou um movimento buscando evitar que aquilo se repetisse. No velório, foram distribuídas faixas amarelas, cor do Mustang que o menino restaurava, com a mensagem “Se precisar, peça ajuda”. 

A partir disso, o laço amarelo foi instituído como símbolo da campanha ao redor do mundo. No Brasil, desde 2015, a campanha do setembro amarelo foi institucionalizada em um trabalho conjunto do Centro de Valorização à Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). 

Na Unesp, o Núcleo Técnico de Atenção Psicossocial (NTAPS) oferece serviços e acolhimento àqueles que buscam apoio da psicoterapia. Ao longo de setembro, o núcleo realizou campanhas para conscientizar e informar a comunidade unespiana sobre a saúde mental. Há também, na Unesp, o programa “De setembro a setembro”, iniciativa da Coordenadoria de Saúde e Segurança ao Trabalhador (CSST) que pretende manter o tema dos cuidados mentais ao longo de todo o ano. 

Nesta quinta-feira (26), o programa completa 2 anos e, em comemoração, a Coordenadoria de Saúde da Unesp (CSUNESP) vai promover a live “Acolhimento e Escuta Ativa: o que podemos oferecer e o que podemos receber?” no canal @unespoficial, a partir das 10 horas. O psicólogo clínico da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru e gestor técnico do NTAPS, Danilo Gabas, valoriza a campanha e conta sobre sua importância para que as pessoas entendam como cuidar do mental ou ajudar o próximo. 

“É importante conscientizar as pessoas para que o assunto não seja tratado como um tabu”, comenta, “tratando como um tabu, a pessoa pode se envergonhar e ter receio de pedir ajuda”. Danilo ressalta que, ao realizar campanhas como o Setembro Amarelo, é possível desmistificar o assunto. “É importante mostrar que distúrbios mentais existem, merecem ser tratados e que há lugares que podem acolher muito bem essas pessoas”, comenta o psicólogo.

O destaque da campanha ajuda a combater esse estigma que muitos ainda têm em relação à psicoterapia. De acordo com a pesquisa Panorama da Saúde Mental, apenas 5% dos brasileiros fazem psicoterapia, mas em contrapartida, 16% fazem uso contínuo de psicoativos. 

Danilo comenta como esse preconceito se dá, também, “pela associação de transtornos psicológicos com a loucura, que por si só já é um termo questionável”, o que vem de antigos preconceitos que se perpetuam na sociedade. O psicólogo reforça que não há nada de louco ou preocupante em buscar ajuda. “Todos passamos por momentos difíceis, é inerente a todos seres humanos”, afirma. 

Sabendo disso, é importante que as pessoas mantenham hábitos saudáveis e saibam como cuidar da saúde mental. O gestor técnico do NTAPS  lista alguns hábitos cruciais para manter um bom equilíbrio psicológico, são eles: 

-Acompanhamento psicológico regular, mesmo que apenas preventivo, é fundamental para identificar e tratar problemas.

-Evitar comparações: cada pessoa é única, portanto é importante conhecer o que faz bem ou mal para si.

-Ter momentos de lazer. Buscar atividades que realmente te satisfaça sem querer provar nada para ninguém ao menos uma vez na semana.

-Equilibrar a vida profissional e pessoal, evitando exageros e respeitando sempre o tempo de cada uma.

Para quem deseja buscar acolhimento e acompanhamento psicoterápico, na Unesp, o NTAPS oferece diversos serviços. Para acessá-los, basta preencher os formulários no site  https://www.fc.unesp.br/#!/ntaps, que contém, ainda, as informações sobre o núcleo. Caso necessário, é possível encontrar os profissionais do NTAPS na sede, ao lado da portaria 1.

Deixe um comentário