Reunião, nesta segunda-feira, discutiu sobre novas medidas de segurança
Por João Guilherme Provasi Xavier
A assembleia, organizada pela Administração Geral (AG), por meio do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), ocorreu na Central de Salas, nesta segunda-feira, dia 30. O objetivo era estabelecer um diálogo aberto com os alunos de Bauru para o desenvolvimento de medidas e sugestões de melhoria na segurança interna.
A decisão foi tomada por causa do aumento significativo dos casos de roubo e furto nos campi da Unesp, com episódios em cidades como Marília, Botucatu e Itapeva. Em Bauru, estudantes também relatam intimidações e ameaças feitas por pessoas desconhecidas, que adentram a universidade sem nenhum tipo de restrição.
Na reunião, estiveram presentes alunos da graduação e os membros do setor administrativo, José Remo Ferreira Braga, vice-diretor da universidade, Juarez Tadeu de Paula Xavier, vice-diretor da FAAC, José Alfredo Covolan Ulson, diretor da faculdade de Engenharia, Renato Sales, diretor técnico de serviços, e Auster Domingos, supervisor do câmpus.
No começo da reunião, o professor José Alfredo comentou sobre os casos recentes envolvendo a biblioteca e as sedes de empresas juniores que, na ocasião, tiveram computadores e notebooks levados. Alunos também relatam casos de furtos de aparelhos eletrônicos, bolsas e bicicletas, muitas vezes à luz do dia.
Um dos problemas reportados pelos administradores foi a extensão do campus, que dificulta as rondas de patrulha. A pouca iluminação também gera transtorno, deixando os estudantes vulneráveis à abordagens agressivas, já que a universidade concede livre acesso a pessoas de fora pelas portarias 1 e 2 e pelos portões localizados próximos aos pontos de ônibus.
Essa insegurança acaba resultando em menos espaços livres dedicados ao convívio social e ao estudo, com as salas que poderiam ser usadas para esse fim fechadas após as aulas, atrapalhando a rotina e a permanência dos universitários. Outros equipamentos, como bebedouros, ares-condicionados e luminárias também são alvos, além do furto de fios de cobre e cabos de aterramento, que comprometem o funcionamento da universidade.
Diante dos problemas expostos durante a reunião, algumas sugestões de medidas foram discutidas entre os estudantes e integrantes do setor administrativo. De antemão, é necessário um diagnóstico geral que identifique essas falhas na segurança. Após isso, algumas ideias foram propostas, como a fiscalização mais rigorosa da entrada e investimentos na iluminação.
A instalação de catracas nos portões próximos aos pontos de ônibus é um dos projetos estudados, pois permite a entrada ao campus por meio de um cartão de acesso que identifica estudantes e servidores. Nas portarias, além das catracas, o motorista teria que se identificar antes de ter acesso ao interior da universidade.
Outra medida é investir em novos postes de iluminação, principalmente em áreas afastadas, como no Departamento de Educação Física e na Central de Laboratórios de Informática da FAAC, garantindo mais segurança aos alunos do noturno. A centralização do sistema de câmeras de segurança, permitindo a vigilância em tempo real, também pode ajudar a coibir os crimes enquanto eles ainda ocorrem.
Essas alternativas, contudo, seriam destinadas ao médio e longo prazo, pois requerem um aporte financeiro significativo e um planejamento estratégico. De imediato, algumas propostas, como um número fixo destinado a denúncia e identificação dos servidores da Unesp com crachás, serão analisadas para uma possível implantação.
É válido ressaltar que a assembleia ainda terá outras sessões durante o ano, por isso é importante ficar atento aos recados enviados via email ou por grupos de Whatsapp. O assunto tem impacto geral e as discussões a respeito das medidas devem ser feitas em conjunto.






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