Conheça alguns dos coletivos que fazem parte do campus de Bauru
Por Esther Chahin

Os coletivos estudantis são símbolos de resistência, motivados pelas reivindicações dos corpos dissidentes no ambiente universitário. Nessas iniciativas, reúnem-se estudantes que se identificam entre si e trabalham em prol de um objetivo em comum, como a veiculação de conteúdos informativos, criação de ambientes de acolhimento, organização de encontros etc.

Conheça a seguir alguns dos coletivos que estão atualmente ativos no campus da Unesp Bauru.

Coletivo Negro Kimpa (no Instagram: @coletivonegrokimpa)

O Kimpa é um coletivo estudantil da Unesp Bauru que reúne os alunos negros do campus. Com surgimento em 2015, a iniciativa realizou suas atividades de maneira remota durante a pandemia de COVID-19, mas, no início de 2023, se readequou ao funcionamento presencial da universidade.

Na Calourada Preta, organizada pelo coletivo, o Kimpa recepciona os calouros negros no início do ano letivo. São também promovidas rodas de bate-papo – canal para que os alunos compartilhem as próprias vivências e conheçam as narrativas de outros estudantes negros – bem como sessões de cinema (Cine Preto). As exibições trazem obras do audiovisual sobre o movimento negro, além de convidados para debater o tema ali levantado.

Em agosto de 2023, o Kimpa promoveu, também, a TápreTa, festa voltada aos alunos negros da Unesp Bauru.

Coletivo Asiático Karê (no Instagram: @coletivo_kare)

O coletivo estudantil asiático Karê foi fundado em 2022. No início deste ano, a iniciativa promoveu um grupo de estudos acerca de questões étnico-raciais, culturais e relacionadas à imigração de pessoas asiáticas no Brasil. As reuniões ocorreram presencialmente todas as quarta-feiras, das 14h às 16h. Ainda será realizada uma última, para confraternização. Os interessados podem entrar em contato com o coletivo por meio do Instagram.

Em agosto deste ano, o Karê realizou uma parceria com o Laboratório de Arquitetura e Cultura Asiática da Unesp Bauru (LACA). As iniciativas organizaram, juntas, uma roda de conversa sobre identidade, vivências e estereótipos relacionados à população amarela.

Coletivo Lésbico Zami (no Instagram: @coletivozami)

O Zami é o único coletivo estudantil LGBTQIAPN+ atualmente ativo na Unesp Bauru. Fundado em 2024, a iniciativa objetiva acolher e visibilizar as vivências das mulheres lésbicas.

O primeiro encontro do coletivo aconteceu no dia 23 de abril deste ano e, desde então, o Zami promove novas reuniões, oficinas, cinedebates e o Sapaween – um rolê com karaoke, DJs e correio elegante.

Zami, nome do coletivo estudantil, se refere à união de mulheres que atuam juntas, tanto como amigas, quanto como amantes. O termo se originou em comunidades pretas e caribenhas e foi popularizado por Audre Lorde – poetisa lésbica e ativista do movimento feminista negro – em sua obra “Zami: uma nova grafia do meu nome, uma biomitografia” (1982).

Coletivo Autista da FAAC (no Instagram: @coautifaac)

O Coletivo Autista da FAAC se identifica enquanto um grupo de apoio e ativismo organizado por autistas da FAAC. Entretanto, ele é aberto a qualquer aluno do campus que queira participar – para isso, basta entrar em contato pelo Instagram.

Na rede social, a iniciativa propaga conteúdos informativos sobre o Transtorno de Espectro Autista, de modo a romper com preconceitos e estereótipos. Em outubro, o coletivo promoveu o bate-papo on-line “saúde mental e neurodivergências”, organizado pelo Somos (coletivo de pessoas com deficiência da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara).

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