O Conselho Estudantil da Unesp Bauru (CEUB) contou com participação de universitários descontentes com a falta de apoio
Por Filipe Nascimento
Em situação de desamparo, estudantes se reuniram na quinta-feira (20) no Auditório Adriana Chaves para discutir reivindicações, como o aumento no número de refeições subsidiadas no Restaurante Universitário (RU), além de temas como a demora contínua no processo de auxílio-permanência e a quantidade irrisória de vagas na moradia estudantil.
As mobilizações no campus foram intensificadas com a falta de atendimento em relação às necessidades básicas para os mais vulneráveis.

O evento foi organizado pelo Conselho Estudantil da Unesp Bauru (CEUB) com o intuito de unificar as demandas dos discentes.
Por volta das 17h iniciou uma concentração em frente ao RU com a produção de faixas e cartazes em tom de protesto e insatisfação. Depois disso, todos se dirigiram para o auditório e, lá, se iniciou a reunião do conselho.
Os estudantes, então, definiram algumas das pautas mais relevantes a serem tratadas como o atraso das bolsas de auxílio-permanência e as diferentes problemáticas envolvendo o RU, citando a falta de refeições, grandes filas e a terceirização do Restaurante Universitário. Além disso, foi decidido que todos que quisessem participar teriam direito a fazer uma fala de 3 minutos.

Durante a reunião, muitos universitários apresentaram suas dificuldades e questionaram os motivos da demora dos processos por parte da instituição. Entre eles, o estudante de Ciência da Computação Christhian Nalia, ingressante na Unesp, que em entrevista ao Campus de Bauru, relatou a situação que vive.
“Na minha família eu só tenho o apoio da minha mãe. Foi graças a ela que eu consegui entrar na universidade pública”, comentou.
“Mas, infelizmente, sozinho eu não consigo me manter na cidade. E sem o auxílio, penso em desistir do curso”, desabafa Christhian.
Ele também compartilhou a vivência de não conseguir comprar as refeições subsidiadas no RU por conta do baixo número ofertado, além de comentar um episódio ocorrido com um colega de sala.
“Uma situação que eu vi na minha sala e que me tocou muito foi a de um amigo que veio da periferia de São Paulo. Ele teve que comer bolacha de almoço a semana inteira. Isso não deveria ser realidade para ninguém”, conta o estudante.
No decorrer da conversa, gritos e manifestos em apoio ao movimento estudantil ecoavam no auditório. “Nas Ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil”.
Ao fim da reunião, diversas propostas comentadas no conselho foram discutidas em conjunto, chegando ao acordo pelas futuras ações do Conselho, como o agendamento de reunião com a reitoria, colagem de cartazes pelo campus e a realização de outro CEUB na semana que vem.






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