Por Anônimo

Enfrentei muitos problemas de comunicação durante o processo seletivo do programa de permanência estudantil para veteranos.

Durante esta última seleção, foram exigidos documentos que nunca haviam sido solicitados anteriormente, como o documento de pensão alimentícia, embora eu já tivesse informado que nunca morei com meu pai e nunca recebi tal pensão. Por não ter sido previamente informado sobre esses requisitos, não consegui apresentar toda a documentação necessária e, consequentemente, fui desclassificado — sem sequer receber uma justificativa oficial até o momento.

Recebia auxílios de permanência estudantil e moradia desde o segundo semestre do meu primeiro ano na graduação, e essa desclassificação impactou profundamente minha rotina. Atualmente, não recebo mais a cota de impressão, o que dificulta a entrega de atividades do curso, e também perdi o auxílio financeiro, que utilizava para necessidades básicas, como alimentação e medicamentos. Além disso, estou em situação irregular na moradia estudantil, correndo o risco de ser retirado a qualquer momento.

Tenho tentado, diariamente, entrar em contato com as equipes da assistência social e da vice-direção por e-mail, mas não recebo sequer uma resposta automática. Mesmo comparecendo pessoalmente à sala da vice-direção, não consigo atendimento. Na rara ocasião em que consegui trocar uma ou duas palavras com a vice-direção, fui orientado a procurar uma bolsa de pesquisa, sendo informado de que desconheciam o meu caso. Há uma evidente falta de articulação entre os setores: cada um transfere a responsabilidade para o outro.

Situações semelhantes já aconteceram anteriormente. Em uma ocasião, recebi um e-mail, escrito em letras garrafais, exigindo minha saída imediata da moradia, mesmo sem eu ter outro lugar para ficar. Na época, novamente, o motivo foi a falta de documentos — documentos que não estavam claramente especificados na plataforma, que até hoje não oferece modelos ou orientações claras sobre o que deve ser enviado.

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