Por Filipe Nascimento

Se já havia “poucas” dificuldades no trajeto longo e cansativo de se deslocar para a Unesp, a Emdurb e a Transurb estabeleceram mais outro problema através do aumento de 15% no preço da tarifa de ônibus. Ao invés de pagar R$2,50, o estudante passará a desembolsar R$2,88 no valor da passagem.

Os alunos não conseguem lidar com esse encarecimento inesperado. Além de muitos não possuírem condições financeiras, ter de pagar mais caro por um serviço que não funciona da maneira correta não é apenas revoltante, mas um ato injusto por parte dos órgãos responsáveis.

Segundo apuração do G1, em fevereiro, a Emdurb apresentou ao Conselho Municipal de Usuários e Passageiros do Transporte Coletivo de Bauru o valor de R$8,00 como o “ideal para manter o equilíbrio do sistema do transporte coletivo”. A ideia foi logo descartada e a subida no preço acabou sendo menos drástica.

Contudo, se pelo lado das organizações municipais há o interesse de encarecer o transporte, o movimento pelo passe livre surge e deve ganhar mais força após o aumento do preço. A pauta é uma luta antiga dos estudantes e se mostra cada vez mais essencial, principalmente ao se pensar nas possíveis destinações do dinheiro da tarifa, pois é perceptível que se o valor integral realmente fosse repassado para manutenção e melhorias no transporte, os problemas atuais não aconteceriam.

Entre esses, destaca-se a má distribuição de horários das linhas, especialmente na linha Falcão/ITE, que sai da Unesp e costuma estar bem cheio por passar poucas vezes e em tempos espaçados. 

 Além disso, a superlotação dos ônibus é uma adversidade que só aumenta em Bauru. É comum que os motoristas quando param nos pontos, nem mesmo abram a porta para a entrada dos estudantes. Em conjunto com a lotação, o atraso nas previsões também é constante e contribui para a ineficácia do transporte coletivo.

Vale ressaltar que tudo isso não vem de hoje. As problemáticas citadas são antigas e nunca foram minimamente resolvidas pelo município, mesmo após as tarifas subirem em 2022 e também no final de 2023. 

Juntamente com a continuidade dos imbróglios no transporte, permanece também a revolta e, então, restam apenas questões: quais são os interesses por trás do aumento imediato na cobrança? Quais são os planos para resolução desses velhos problemas? 

Contra as injustiças do governo e pela melhora nas condições de transporte, a luta continua!

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