Temporal em Bauru causa estragos e prejuízos ao campus da Unesp

Chuva e ventania derrubou árvores e causou medo nos alunos
Por Lucas Maione e Rodrigo Matias

Um forte temporal acompanhado de ventania atingiu Bauru na tarde de 22 de setembro e causou diversos danos no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O fenômeno, que escureceu o céu e levantou lixo e telhas, assustou alunos e funcionários e resultou em um prejuízo estimado em R$ 30 mil.

A estudante de Jornalismo Elisa Gomes relatou o susto que viveu durante a tempestade. “Eu estava nos laboratórios do MP, até que a energia caiu e escutei muitos barulhos. Saí para ver o que estava acontecendo e vi aquele temporal, o céu preto, as latas de lixo voando. Foi bastante assustador”, contou.

Danos materiais e árvore na FEB
O medo dos alunos não foi em vão. A chuva provocou diversos estragos pelo câmpus, sendo o mais grave a queda de uma árvore no meio da FEB (Faculdade de Engenharia de Bauru), que atingiu a cobertura das salas 1 e 2. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.

Além da queda da árvore, o temporal rompeu uma fibra óptica próxima à seção de serviços técnicos, virou os aparelhos de ar-condicionado das salas 9 a 13, quebrou telhas no Departamento de Comunicação Social e provocou queda de energia no Departamento de Educação Física e também no IPMET.

O Campus de Bauru procurou Renato Salles, diretor da Seção Técnica do câmpus, que explicou como funciona o trabalho de manutenção em situações emergenciais. “Nós (serviços técnicos) somos responsáveis por todas as manutenções dentro do câmpus, mas alguns serviços mais específicos nós não conseguimos realizar, então é preciso contatar empresas terceirizadas externas”, afirmou. “Um exemplo de ajuda das empresas terceirizadas é a jardinagem para recolher os galhos. No caso dos aparelhos de ar-condicionado também precisamos de apoio externo, pois a nossa equipe não trabalha com esses aparelhos.”

Mesmo com esse suporte, Salles destacou a importância da agilidade de sua equipe. “Em uma situação como essa o câmpus inteiro para, então nós precisamos ser muito rápidos; tanto para contatar um serviço emergencial, quanto para realizar outros serviços. Como por exemplo as telhas da FEB e também da FAAC, além da árvore perto da cantina da FEB, se ela fica lá acaba prejudicando todo mundo que vai ter aula, por isso temos que ser rápidos. Em um dia cortamos a árvore, no outro recolhemos”, explicou.

Manutenção preventiva e aprendizados
Segundo ele, manutenções preventivas ajudaram a evitar maiores prejuízos. “Com uma chuva e uma ventania dessas era para ter acabado a energia do câmpus, mas isso não aconteceu porque há um tempo atrás nós fizemos uma poda preventiva nas árvores próximas à rede de energia. Então mesmo com muito vento, as árvores não atingiram a área da rede, por isso não houve queda de energia nas partes centrais do câmpus”, disse.
Apesar disso, o diretor admite que o temporal surpreendeu a todos. “É uma situação tão emergencial que os serviços precisam ser prestados da forma mais rápida possível, mas como sabemos, o serviço público é lento, e tudo é contatinho. É difícil comprar um material do dia para a noite, tem que justificar e correr atrás, mas a aula não pode parar, né?”, ressaltou.

Mesmo diante dos danos, a diretoria de serviços técnicos comemorou o fato de não haver registros de feridos. Para o futuro, a equipe busca identificar os pontos mais críticos do câmpus a fim de reduzir os impactos de novos temporais. “A gente aprende muito em situações como essa, temos que ver nossos erros e os problemas ligados à infraestrutura do câmpus e melhorar. Como estamos em uma região que tem muitas árvores mais velhas, e muitas árvores secas, não dá para a gente ficar retirando muitas árvores, porque precisamos repor depois. Mas caso tenha alguma que apresente um perigo maior, somos obrigados a retirar”, concluiu Renato.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais, a tempestade não deixou feridos, o que trouxe alívio à comunidade acadêmica. Ainda assim, o episódio evidenciou a vulnerabilidade da infraestrutura diante de fenômenos climáticos extremos e reforçou a necessidade de investimentos constantes em prevenção.

A experiência serviu de alerta e aprendizado para a universidade. A equipe de manutenção já avalia pontos críticos e busca soluções para reduzir os riscos em futuras ocorrências. Com a intensificação de temporais na região, a atenção preventiva passa a ser um fator essencial para garantir a segurança de alunos, professores e funcionários.

Foto destacada: Ana Luiza Oliveira – O Campus de Bauru

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