Evento ocorre nas três faculdades e visa o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas
Por Filipe Nascimento e João Provasi
Nesta semana, entre os dias 6 e 10 de outubro, o campus de Bauru recebe a primeira fase do XXXVII Congresso de Iniciação Científica da Unesp (CIC), evento promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa. Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento científico, as atividades fazem parte da Política Institucional da Universidade para a formação de recursos humanos de pesquisa e divulgação da ciência.
O evento irá ocorrer nas três faculdades, cada uma com programação própria. Na Faculdade de Ciências (FC) será entre os dias 7 e 9, enquanto na Faculdade de Engenharia (FEB) irá se estender por toda semana. Já na Faculdade de Artes, Arquitetura, Comunicação e Design (FAAC) o evento ocorre na próxima semana, dia 14.
A edição de 2025 tem como tema “Ciência e liberdade de pensamento em uma época de extremos”, com a primeira fase ocorrendo entre os dias 12 de setembro e 17 de outubro, período que contempla as unidades universitárias. Já a segunda etapa, de âmbito nacional e presencial, irá ocorrer entre os dias 25 e 27 de novembro.
Para participar, os estudantes poderão inscrever suas pesquisas até o dia 24 de outubro em uma das três modalidades: o PIBIC Júnior, dedicado a alunos do ensino médio, o PIBIC e o PIBITI.
Em entrevista ao Campus de Bauru, a estudante de psicologia Maria Eduarda Corrêa de Souza relata sobre a importância do Congresso em sua visão. “Acredito que a importância do CIC seja de socializar as pesquisas, de dialogar com a comunidade, e receber feedbacks sobre o trabalho apresentado”, explica a estudante.
Durante a etapa final, 350 pesquisas aprovadas terão seus resumos publicados nos Anais Eletrônicos do CIC Unesp em até 30 dias após o término do evento. Deste total, os 20 trabalhos mais bem avaliados serão selecionados para uma apresentação presencial durante a segunda fase.
Neste CIC, Maria Eduarda irá apresentar sua pesquisa intitulada “O Processo Grupal e a Educação Escolar: Contribuições de Arthur Vladimirovich Petrovski para o Trabalho Docente com Grupos Pedagógico-Educativos”. Entre todos os desafios durante sua pesquisa, Maria ressalta. “Eu diria que a maior dificuldade é a organização e o tempo dedicado às diferentes demandas, tanto acadêmicas como particulares”.
Na expectativa de mostrar seus resultados, a discente de psicologia destaca a importância da universidade pública colocar em prática atividades como essa, que não abrangem somente os estudantes, mas também a sociedade. “São eventos que permitem a divulgação e o diálogo com a comunidade”, complementa.
Por fim, Maria Eduarda expressou sua opinião sobre o processo avaliativo do congresso, comentado como o evento pode contribuir para o planejamento de pesquisas que vão além do trabalho acadêmico. “É importante que esses eventos sejam movidos a partir do prisma de que toda construção do conhecimento se concretiza por vias coletivas”, finaliza.






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