Em ato organizado pelo Conselho Estudantil da Unesp Bauru (CEUB) no dia 26, os estudantes se manifestaram em frente à Administração Geral para reivindicar mais refeições no Restaurante Universitário e celeridade na entrega dos auxílios estudantis para alunos da Permanência.
As exigências dos discentes são antigas e vêm acompanhadas de pedidos de reestatização do RU, contratação de mais assistentes sociais para a permanência e maior orçamento à universidade.
O presidente do Grupo Administrativo do Campus (GAC), Prof. Dr. José Remo Brega, dialogou com os estudantes sobre as demandas levantadas. Em geral, os alunos não ficaram satisfeitos com as respostas dadas pelo professor.
O Campus de Bauru entrevistou o presidente em sua sala na Administração Geral para elucidar as questões abordadas pelo Movimento Estudantil.
O CAMPUS DE BAURU: Poderia explicar o que é o GAC e como ele se envolve com o Restaurante Universitário e a Permanência?
JOSÉ REMO: Dentro do campus tem três faculdades e o Grupo Administrativo do Campus que toma conta, que eu, no momento, estou como presidente. Então eu sou “prefeito do lugar”. Responsabilidades como Biblioteca, lixo, Restaurante, essas coisas, sobram para mim, mas não quer dizer que eu estou fazendo o que eu quero aqui dentro. A gente tem esses órgãos, tanto locais como na parte da reitoria, que me dão ordem. Eu sou só o executor. Começa sempre daí o pensamento.
Então, quem me dá a política do Restaurante Universitário para executar, é a SANS (Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável da Unesp). A gente tem até uma proximidade com a professora Ferdi (Fernanda Henriques, coordenadora da CSANS), que é daqui do Campus. Ela é a líder, é ela que dá o tom da coisa, é ela que fala quantas refeições que podem ter aqui ou não, como que a gente faz um contrato com a OSC (Organização da Sociedade Civíl, neste caso, a Seara Norte) que é a empresa que está tomando conta. Então, o Remo executa, mas não é ele que resolve.
Bom, em cima desse problema, se a gente chega lá na SANS e fala assim: “eu quero duas mil [refeições]”, que era uma das falas [do Movimento Estudantil], eu não consigo, porque eu tenho que mostrar a necessidade. O que é mostrar a necessidade? Não pode ter falta. Eles pedem estatísticas para a gente todo mês, de quantos foram vendidos, quantos desistiram, o que foi atendido, o que foi perdido.
Eles têm estatísticas lá e falam assim: “não, eu não posso aumentar, porque você está tendo desperdício”. Eles vêem essas coisas e falam: “você está desperdiçando comida, por que você vai pôr mais comida lá?”. […] Já teve uma sexta-feira em que se perdeu 120 refeições. Faz a conta, a Unesp paga 12 reais e pouco, não lembro o valor exato, por cada refeição. 120 foram para o lixo, é uma grana jogada fora, e eu respondo por isso. Então tem que tomar cuidado. Não pode fazer isso, eu não posso jogar comida fora, que daí, essas coisas, quando tem esses erros, o Remo como pessoa é o culpado, não o Remo como gestor. Então a Unesp fala assim: “Você errou, você que paga a multa, penhora tua casa, penhora teu carro”. É muito complicado essa situação para a gente que está na gestão, porque os erros eu respondo com a minha conta pessoal. Os acertos ninguém fala, mas os erros eu respondo com a minha conta pessoal.
O CAMPUS DE BAURU: E a questão da reserva?
JOSÉ REMO: Dessas 1.500 refeições que tem que ter por dia, a empresa vai a uma distribuidora para comprar comida. Ela compra quanto? Ela precisa saber quanto ela tem que comprar. Então a questão da reserva, e da quantidade a ser reservada, é a empresa que pede por contrato, para eles dimensionarem o quanto vão comprar.
Quando a gente se reuniu com os alunos naquele dia (quinta-feira, 26) à tarde, às 17 horas, [os alunos sugeriram]: “não tem que ter reserva nenhuma”. Não, reserva nenhuma eu não consigo por enquanto, porque a empresa pede para poder fazer as compras. Mas assim, quer mudar alguma coisa na reserva? A gente fala com o nosso analista, nosso desenvolvedor do sistema e nós mudamos, ajeitamos, mas me fala o que é para eu fazer. Quer que tenha dois dias antes, um dia antes [para compra]? Me fala, se ninguém falar comigo, não pode só reclamar.
Se a comida não está boa, se não está tendo proteína suficiente, isso eu peço a vocês, alunos: me falem. É legal que o Movimento Estudantil também me fale quando a comida não está boa, quando está faltando alguma coisa, para também eu fazer as minhas reclamações [à SANS], mas se falar: “não, está tudo bem”, para mim está tudo bem, eu não posso fazer nada.
O CAMPUS DE BAURU: Os alunos pedem o aumento de 1.500 para 2.000 refeições, como o GAC enxerga principais entraves (para o aumento de refeições)?
JOSÉ REMO: Para mim o problema maior, que precisa estar muito claro para o alunado, é assim: eles [a SANS] não aumentam por um capricho. Tem que demandar, tem que ter falta. A gente vem estudando há algum tempo: segunda-feira é um dia que sobra, sexta-feira também. Tanto que se vocês forem comer de segunda e sexta-feira, o restaurante é até mais em paz, então sobra comida. Terça e quarta-feira são dias complicados, que realmente são apertados.
Eu pedi para fazer um estudo assim: será que posso fazer 1.400 refeições nas segundas e nas sextas-feiras, e 1.600 refeições nas terças e quartas-feiras? Uma coisa lógica. Por que eu não posso aumentar [o número de refeições] no dia que tem mais movimento e diminuir no dia que tem menos movimento? Só que isso aí não está no nosso contrato. Nosso contrato foi feito há três anos e ele fala: são 1.500 por dia. Tem que manter. Nas férias, 1.500 por dia. Tem gente pra comer 1.500 refeições nas férias? Não tem. Nós vamos ter que rever o contrato da OSC, agora em outubro ou novembro. O que pode ser feito para melhorar? A gente tem que olhar, sentar juntos quem está gestando e quem está comendo, e falar: o que fica bom para você? O que fica bom para nós? E a gente caminhar para uma coisa melhor.
Agora, fazer só uma régua, ir tudo para 2.000 refeições, como que eu faço em julho? Então tem que pensar, por que não dá. Tem que ser um negócio mais móvel, uma coisa que a gente consiga ajustar meio de um dia para o outro, de uma semana para outra, a gente tem que trabalhar mais em cima disso para conseguir uma solução melhor.
O CAMPUS DE BAURU: Você comentou sobre as refeições que sobram. O GAC tem uma média de quantas refeições sobram por dia e o que é feito com elas?
JOSÉ REMO: Eu não sei o que é feito. A Patrícia (Patrícia Regina Matielo, responsável pela Seção Técnica de Nutrição) tem todas as estatísticas. Qual é o público que mais falta, se é da Permanência, se é aluno comum. Ela tem tudo certinho, tudo “planilhado”. Essas planilhas a gente é obrigado a mandar para a Reitoria. Então, ela tem esses números. Eu não consigo falar pra vocês, eu vou pedir pra vocês procurarem a Patrícia lá no Restaurante.
O CAMPUS DE BAURU: Pensando do ponto de vista orçamentário, você poderia dizer quanto é o orçamento anual, ou então mensal para o restaurante universitário?
JOSÉ REMO: Se eu não estiver errado, só para o nosso restaurante vêm R$1,5 milhão para poder manter essas 1.500 refeições todo dia. Não é pouco dinheiro.
O CAMPUS DE BAURU: Existe algum projeto, alguma discussão para existir um aumento, então um reajuste em cima desse orçamento hoje em dia?
JOSÉ REMO: Então, eu acho assim, eu falei isso aquele dia com os alunos, quando a gente estava reunido lá: a Unesp teve um momento, do retorno da pandemia, onde tivemos várias facilidades. Tinha dinheiro sobrando. Nos anos de 2024 e 2025, a gente já sentiu que começaram a segurar [verba para] um monte de coisas que iam ser feitas: investimento em prédio, laboratório. A única coisa que em que não se mexeu foi no dinheiro da Permanência, que está dentro do Restaurante. Isso eu acho que é um fator positivo para a gente enxergar o alunado com essa tratativa. Uma das únicas coisas que não se reduziu custo foi em relação ao problema do dinheiro da COPE (Coordenadoria de Permanência Estudantil), da Permanência. Eu acho que isso, em um momento de crise, onde a ideia seria tirar [dinheiro], é um olhar positivo. Os representantes dos alunos nos conselhos superiores fizeram o papel de não deixar que o valor diminuísse, o que é importante.
O CAMPUS DE BAURU: Uma das questões levantadas pelo Movimento Estudantil na semana passada foi o fato do RU ser privatizado. Como o GAC avalia essa parceria com a OSC? Existe um plano de reestatizar desse serviço? Uma das coisas que também foi comentada seria em relação a segurança e a qualidade de serviço para os servidores.
JOSÉ REMO: A gente tem três modelos de trabalho nessa questão: A gente tem um modelo interno da Unesp, tem um custo lá, e se compra a comida, se faz a comida e se vende no mesmo preço que o nosso, porque é a política SANS: R$2,50, a mesma conversa. O problema é o seguinte: nessa contabilidade aí, não se considera o salário dos funcionários. Esse custo não entra no cálculo do valor da comida. Então isso é uma coisa muito legal de se falar. O pessoal esquece porque o salário vem da reitoria. Bom, esse é o primeiro modelo.
No nosso modelo, a gente tem tipo um Bom Prato, com uma organização sem fins lucrativos que contrata essa galera toda, faz funcionar e eles vendem. Interessante. E tem um modelo privatizado total, onde vem uma empresa que fala assim: “eu vou vender o serviço para você e eu vou tirar lucro aqui dentro”. São três modelos, isso aí precisa ficar claro.
Então não é uma empresa privatizada. A gente está no modelo intermediário. A OSC é um modelo intermediário. É uma associação de uma confraria que resolveu fazer um bem para alguém. Aqui, essa empresa teria essa utilidade de contratar os funcionários, mas o valor final que chega na refeição não é como uma empresa particular que está aqui para ter lucro. Não é. E também não é o mesmo valor que chegaria na questão estatizada, porque no valor do estatizado a gente não considera o salário de todo mundo envolvido. Se a gente considerar [os três modelos], o nosso é o mais barato.
Sou defensor desse nosso modelo? Até sou, porque eu acho que ele está atendendo bem. São 1.500 refeições, temos os nossos problemas que a gente tem que ajustar, mas está funcionando. O que a gente tem que fazer? Alguns ajustes no contrato. Eu até sugeri fazer uma flexibilização de quantidades por dia. Acho que dá para fazer. Mas quem está errando? Nós, porque nós não estamos fazendo o contrato certo. Quem está errando somos nós. Então, julgo que a gente tem que lutar para que o restaurante tenha uma qualidade boa de comida, mas o modelo do custo levantado não é pior para a Unesp.
O CAMPUS DE BAURU: Os auxílios estudantis deveriam ter sido liberados, mas eles vão sair só em junho. A que se deve o atraso?
JOSÉ REMO: Essa é uma fala meio atravessada. Onde estão os auxílios? Por uma questão estatutária, quem toma conta dos auxílios são os vice-diretores. Então, o Remo já tomou conta quando ele foi vice-diretor? Já. O que acontece com esses auxílios? Desde fevereiro, o dinheiro já começa a vir para nós. Então, não é questão também de faltar, porque, como eu falei, o dinheiro da Permanência não foi reduzido. Não é problema nenhum. O problema é que a gente está tendo um gargalo, que não é de hoje, a gente tem que resolver isso, mas não é de hoje, que são as entrevistas.
Como a Permanência funciona? A pessoa vai lá no STAEPE, (Seção Técnica de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão) entra no sistema da COPE, fala que precisa [da permanência] por causa disso, disso e disso. Aí tem que colocar um monte de documento: carteira de trabalho do pai, imposto de renda da família, se tem algum aluguel, alguma renda, se está sustentando uma avó, se tem cinco irmãos. Ele monta um tipo de prontuário. A nossa assistente social pega esse prontuário e atribui uma nota e essa nota tem um ranking e aí em cima desse ranking é dado esse julgamento.
O que acontece? A gente começou o processo, não lembro exatamente quando, mas em outubro, novembro, a gente já estava com o edital aberto. E esse negócio era para ter rolado. Nós estamos quase abril, já. “Ah, mas teve setecentos inscritos [para Permanência] no campus de Bauru”. Verdade, teve bastante. Mas no ano passado também foi próximo disso. Por que no ano passado a gente conseguiu tratar tudo isso e ainda não está conseguindo? Será que a gente está errando alguma coisa? Então, isso precisa estar claro. Talvez a gente esteja errando. Ou precisa ter mais assistente social, ou os documentos precisam ser formatados num modelo diferente, tem que entrar de um outro jeito. Está tendo um julgamento lerdo em alguma coisa que está acontecendo.
Os veteranos vão receber? Vão. Fizemos o ajuste interno, todos os veteranos do ano passado que tinham o recurso vão vir aqui, vão assinar um termo de outorga de um mês, mesmo o processo não acabando e nós vamos dar andamento nisso. Todo mundo vai receber. Então não tem problema nisso. Então aquele negócio de junho é uma fala meio enviesada pelo seguinte: confunde-se com o calouro. O calouro entrou quando na faculdade? Não faz nem um mês, certo? Só que assim, se a gente levou quase quatro meses para julgar 500 veteranos, pelo menos, olhando um número arredondado, vai entrar agora mais, sei lá, 200 calouros. Eu vou conseguir julgar em um mês? Não. Talvez o calouro receba um pouco atrasado porque a gente não conseguiu tramitar o processo ainda. Não conseguimos. Nós não temos nem os documentos do calouro também. Então quer dizer, todo mundo vai receber em junho? Não. Não é verdade. Quem é veterano vai continuar recebendo, sim. Não vai faltar nada para essa pessoa. Pelo menos nós fizemos uma tratativa interna para resolver isso. Agora, o calouro vai ter que ir atrás do documento, vai ter que passar pelo processo, vai ter que passar pela entrevista para conseguir receber o mais rápido possível.
O CAMPUS DE BAURU: Ao que você atribui aqui essa demora na análise desse prontuário? Quantos assistentes sociais hoje trabalham para fazer essa função?
JOSÉ REMO: Eu acho que existe um problema de assistente social, sim. A gente tem que resolver isso. A gente tem demanda. Já falei várias vezes com o professor Mário Sérgio, nosso chefe da COPE, que a gente está sofrendo com isso desde a época que eu era vice-diretor. A gente tem feito demanda para que outras assistentes sociais, que estão em campus mais tranquilos, no ponto de vista de quantidade [de alunos inscritos na Permanência], possam vir fazer um serviço aqui e contribuir, porque a Unesp é a Unesp. Todo mundo podia… “Eu estou bem aqui, estou com folga, ajudo ali”. Isso está caminhando.
Acho que uma das coisas para essa questão de pessoal era ter a contratação. Isso ajudaria muito. A gente vai continuar brigando por isso.
Outra coisa também que ajudaria muito e agilizaria muito o processo é o cuidado do proponente em submeter os documentos. Às vezes a pessoa nem confere. Às vezes nem aparece o nome do pai no documento direito. Eu não posso falar que esse documento é dele. Porque não tem o nome. Aí o processo atrasa. Aí você liga para a pessoa ou faz de novo. Aí a pessoa fica contrariada. “Por que eu tenho que fazer de novo?” Porque eu não estou conseguindo ler o documento. Então, são duas frentes para ajudar isso: melhorar a qualidade da submissão, daí filtra menos, dá menos trabalho para processar. E a gente precisa ter mais gente também trabalhando. Estamos lutando pelas duas coisas.
O CAMPUS DE BAURU: Outra questão levantada foi sobre a Moradia Estudantil. No ano passado, houve um atraso em relação aos colchões do novo prédio, que tem capacidade para 31 estudantes. Há atualizações sobre essa situação e a liberação das vagas?
JOSÉ REMO: Nós brigamos uns 6 meses por causa desses colchões. Eu vi, eram desses colchões de tatame. Como você vai dar um desse para uma pessoa dormir? E a empresa [que vendeu os colchões] recorrendo, recorrendo. Eu tenho que cancelar a compra para poder comprar o colchão de verdade, porque se não eu vou comprar outro colchão e o Tribunal [de Contas] fala assim: “você enlouqueceu? Você comprou um colchão e comprou outro colchão? O que você está fazendo aí?”. Então a gente teve que conseguir encerrar o colchão errado para comprar o colchão certo. Atrasou uns 6 meses essa brincadeira. É uma maldade.
O começo do ano é uma época difícil. Vem muita gente sem a menor condição. Então a gente ficou, isso é modo de falar, aguardando para resolver os problemas de pessoas de fragilidade muito alta neste momento. É como se pegássemos as pessoas que mais precisam e colocássemos lá [na Moradia]. E por isso que também não houve a velocidade de tentar preencher as 63 vagas. Toda vez que chega o começo do ano é um momento ruim, porque você não sabe o que vai acontecer. Às vezes a pessoa chega aqui sem ter o que comer e nós a alocamos lá. Tem toda uma conversa. Se começa a alocar muita gente lá, chega uma pessoa dessas e não tem como acolher.
O CAMPUS DE BAURU: A segurança em relação ao trajeto, tanto para a moradia, quanto para o DEF, para o IPMET e demais áreas fora da universidade também foi pauta ao longo do ano passado. Como a Unesp enxerga essa questão de trazer mais segurança?
JOSÉ REMO: A gente, por decisão do colegiado da AG, contratou rondas. Existem algumas motos circulando pelo campus. Eles estão aí para isso [garantir a segurança]. Outra coisa, a gente tem um foco de instalar 200 câmeras: dentro do campus, em pontos chaves de rua, onde tem circulação de gente etc, fazer um sistema de monitoramento muito forte e deixar pessoas nossas, da Unesp, cuidando disso. Vindo o dinheiro da Reitoria, que já pedimos, vamos ver se a gente instala pelo menos metade dessas câmeras com sistema de videomonitoramento para a gente ter certa paz neste ano.
Também colocamos luz na rotatória. As da volta são da Eixo (Concessionária que administra vias de Bauru), as de dentro são da Unesp. Achamos que, de noite, se melhorássemos a iluminação, diminuiria o assédio e aumentaria a segurança. Então, na passarela, quem paga a iluminação é a Unesp.
O CAMPUS DE BAURU: Qual sua visão do protesto do dia 26? Como foi o diálogo com os estudantes?
JOSÉ REMO: Fiquei muito feliz que ninguém me ofendeu, como aconteceu com o Alfredo no ano passado. Agradeço que ninguém fez isso. Acho que o Movimento Estudantil é algo que deve existir, mas acho que não adianta chegar de um dia para o outro. Se existem problemas, eles devem ir chegando até mim pra eu poder ir agilizando as coisas. Tá com a comida ruim? Me fala, traz a reclamação documentada e eu vou atrás da empresa resolver. Tá com problema de lugar para sentar? Me fala e eu corro atrás. Se as demandas [do protesto] eram anteriores, eu deveria ficar sabendo antes para poder agir. Tem que ser uma coisa compartilhada.
O CAMPUS DE BAURU: Gostaria de deixar um recado para os alunos?
JOSÉ REMO: Vamos trabalhar juntos. O recado é esse. Se estão com problemas, vamos resolver juntos, pois temos que caminhar juntos. Não só aqui como no Conselho Universitário, no CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária), todos esses órgãos, temos que levar a eles os problemas porque neles é onde se resolve a questão do dinheiro. Eu sou só o executor.






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